Arqueólogos vão procurar a Arca da Aliança com os 10 Mandamentos em Israel

Publicada em 22/02/2017 11:12:12

Um dos artefatos históricos mais procurados de todos os tempos, arqueólogos franceses e israelenses se uniram para fazer o que pode ser a expedição mais importante da humanidade: e


Em Israel, arqueólogos franceses e israelenses se uniram para fazer o que pode ser a expedição arqueológica mais importante da humanidade. A intenção deles é encontrar a Arca da Aliança que guarda os 10 mandamentos revelados por Deus a Moisés, no Monte Sinai. A ideia dos pesquisadores é escavar Kiryat Ye’arim, um local ainda inexplorado que fica fora de Jerusalém.

“O lugar é importante por várias razões. É um local grande e central nas colinas de Jerusalém que não foi estudado até agora. Pode ser o único local-chave em Judá que não sofreu uma escavação arqueológica sistemática”, disse Israel Finkelstein, professor da Universidade de Tel Aviv, em publicação no The Christian Post

Arca da Aliança foi construída pelos hebreus por ordem de Deus a Moisés, como um sinal da sua presença no meio do seu povo. De acordo com Ex 34,1; Dt 10,1-5 e  1 Rs 8,9, ela contém as pedras da lei; “Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares”.

A expectativa dos arqueólogos é devido a região de Kiryat Ye’arim ser mencionada em várias partes da Bíblia. No livro de Samuel, por exemplo, é indicado que ela ficou por 20 anos nessa região e foi guardada pelo sacerdote Elazar, antes que o Rei Davi a levasse para capital em Jerusalém.

“Em várias partes da narrativa bíblica, Kiryat Ye’arim é citado como um local de culto religioso. É referido como ‘Kiryat Ba’al’, ‘Ba’alah’ e ‘Ba’ale Judah’ no Livro de Josué, sugerindo que o sítio foi em algum momento associado à adoração a Baal, deus da tempestade do panteão cananeu”, informou Finkelstein ainda segundo a matéria.

Os pesquisadores deixaram claro que independente de acharem ou não a arca, Kiryat Ye’arim era um local muito importante na época, como local de culto, o que aumenta as expectativas de que a expedição, marcada para iniciar em agosto de 2017, seja um sucesso.

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